terça-feira, 4 de setembro de 2012

Entrevista com Acemoglu

Vejam entrevista com Daron Acemoglu, professor do MIT, que analisa o desenvolvimento dos países por meio da relação entre política e economia. Comenta que o Brasil ainda está na infância do desenvolvimento, muito distante ainda dos países realmente ricos.

http://g1.globo.com/platb/globo-news-milenio/2012/08/


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

"Sorry, Brazukas.Não há status em comprar Toyota Corolla, Honda Civic ou Jeep Cherokee "


Vejam notícia da Forbes sobre automóveis no Brasil (assunto abordado por este Blog com frequência). Carros simples como Corolla, Civic e Jeep Cherokee, acessíveis à classe média baixa americana, são símbolo de status no Brasil simplesmente porque são caros.

O preço elevado se deve aos impostos elevados e falta de competição externa, algo que ocorre em vários outros setores da economia brasileira. Tudo isto para financiar estado ineficiente e incapaz de investir.

Enfim, compre seu Corolla, mas não acredite estar dirigindo um carrão!

Leia a notícia abaixo.


sexta-feira, 20 de julho de 2012

Voo da galinha com anabolizante

Excelente artigo sobre crescimento brasileiro que , na ausência de reformas tão amplamente defendidas por vários economistas, se mostra insustentável no longo prazo. Daí a analogia com o voo da galinha, que possui duração limitada.

http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2012/07/20/economia-brasileira-cresceu-com-anabolizante-diz-economist.jhtm


segunda-feira, 25 de junho de 2012

Penso, Lugo existo.


Vai aqui uma mensagem aos colegas ortodoxos que apoiaram a destituição de Lugo no Paraguai. Sou a favor do livre mercado  e , portanto, não simpatizo com presidentes como Lugo, Chavez, Kirchner e outros.  No entanto, devemos nos ater aos princípios ortodoxos (Democracia, Estado de Direito e Capitalismo) e não ao desejo de ver tais políticos fora do poder a qualquer custo. Um dos princípios básicos do Direito é a ampla  defesa que, evidentemente, não foi concedida ao presidente paraguaio- processo demorou menos de 48h. Confesso que, ao ouvir a notícia do impeachment, fiquei inicialmente satisfeito. No entanto, devemos ser fiéis aos nossos princípios e nunca ceder às emoções, que podem trazer satisfação momentânea, mas  podem nos levar a apoiar decisões com consequências terríveis para as instituições e , por extensão, para o bom desenvolvimento do capitalismo. Portanto, a destituição de Lugo deve sim ser combatida por todos que defendem a democracia. É preciso pensar antes de ceder às reações instintivas.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Descubra se você é heterodoxo


Você acredita que o mercado nacional dever ser protegido para gerar emprego no país?
Você acredita que os preços no Brasil são elevados (carros, hotéis, juros) por culpa das empresas, que são excessivamente gananciosas, e não do governo que impõe elevados impostos?
Você acredita que o governo deve controlar, via estatais, setores “estratégicos” como a exploração de recursos naturais?
Você acredita em Keynes– gasto do governo eleva o PIB-, mesmo no longo prazo?
Você atribui o crescimento brasileiro às políticas sociais  e não ao cenário externo favorável a países exportadores de commodities nos últimos 10 anos?
Você acredita que o lucro é algo essencialmente ruim pra a sociedade, pois é resultado da exploração de trabalhadores e consumidores?
Você dá muito importância às chamadas falhas de mercado (externalidades, por exemplo) e esquece as falhas de governo?
Você utiliza com frequência palavras como capitalismo selvagem, fé cega no mercado, capital financeiro, mundialização, consumismo, movimentação da economia e geração de empregos?
Você não acredita no sucesso das privatizações da década de 1990 apesar de pagar apenas 15 reais para obter uma linha de telefonia móvel?
Você acredita que o relativo sucesso do presente deve ser atribuído ao atual governo (Lula +Dilma) e não ao governo anterior que fez uma série de reformas estruturais importantes?
Você não credita a FHC a paternidade do Plano Real e sim ao Presidente Itamar franco que pediu a volta do fusca e assistiu ao desfile de carnaval com uma mulher nua?
Você admira a postura de confronto do atual governo, à la Cristina Kirchner,  com os bancos privados?Pior, você acredita que tal confronto se reverterá em benefícios para o consumidor?
Você acha um absurdo pagar estacionamento em shoppings, mas não se incomoda muito em pagar flanelinha em via pública e supostamente gratuita?
Você acredita que pequenas e médias empresas são necessariamente virtuosas, enquanto que empresas grandes necessariamente prejudicam o bem-estar econômico?
Quando algum conhecido vai para os Estados Unidos você faz questão de afirmar que prefere a Europa e que não compra nada?
Se você respondeu positivamente a pelo menos seis das questões acima considere-se um economista heterodoxo, caso contrário ainda há esperança, especialmente se você tiver menos de trinta anos. 
Vai aqui mais uma provocação, a título de descontração, mas que guarda paralelo com a demonização das grandes empresas e simpatia pelas pequenas: Você torceu pelo time mais fraco na Champions League apesar do rival mais forte jogar um futebol espetacular? Independentemente das respostas às outras questões, uma resposta positiva a esta questão significa que existe um heterodoxo em você, pronto para aflorar a qualquer momento.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Novos inimigos da economia brasileira: os bancos


Na semana passada os vilões eram os produtos chineses, o que determinou uma série de medidas protecionistas e prejudiciais ao consumidor brasileiro.  Nesta semana o governo encontrou um novo vilão da economia brasileira: os bancos privados. Mandou Caixa e BB baixarem seus juros e reclamou publicamente, através do ministro Mantega, dos bancos que não fazem nada para reduzir o spread, o maior do mundo.  A exemplo do que ocorre na política de defesa comercial, o governo ataca os problemas no setor bancário de forma pontual, desorganizada e voluntariosa. O mercado bancário brasileiro é sim problemático, mas culpar unicamente os bancos é mais um exemplo de uma postura populista antimercado, que coloca apenas nas costas das instituições bancárias a responsabilidade pelos juros estratosféricos pagos pelo tomador de empréstimo no Brasil. Ora, no capitalismo não há bondade ou maldade, as empresas buscam maximizar seus lucros, o que é perfeitamente legítimo e não deve ser demonizado em princípio. No lugar de utilizar bancos sob seu controle (BB e Caixa) para baixar juros na marra, o governo deveria adotar medidas estruturais para criar um ambiente mais competitivo no setor. Exemplos seriam políticas de redução da assimetria de informação entre bancos e tomadores de crédito para reduzir inadimplência e os juros - como o cadastro positivo-, introdução de legislação mais abrangente que permitisse ao emprestador reaver pelo menos parte do valor emprestado – como já ocorre no caso de veículos e imóveis - e redução dos impostos. O governo não demonstrou empenho em nenhuma dessas áreas. O cadastro positivo, por exemplo, que permite aos bancos identificar os bons pagadores e, portanto, cobrar juros mais baixos, ainda não possui eficácia, pois não foi regulamentado pelo governo. Os impostos continuam elevadíssimos e a inadimplência continua nas alturas.   Enquanto isso, o Brasil tem os juros mais elevados do mundo, o carro mais caro e atrasado do mundo, os hotéis mais caros do mundo, etc. O mercado bancário possui as conhecidas falhas de mercado – elementos que impedem o melhor funcionamento do mercado. No entanto, o maior problema é a falha de governo, que tributa muito, investe pouco e não cumpre seu papel regulatório de forma adequada. Em suma, é muito fácil culpar os bancos, que possuem uma imagem negativa junto à população. No entanto, boa parte dos problemas do setor depende da correta atuação do governo e não de medidas populistas, de eficácia limitada e desestabilizadoras, como a redução dos juros dos bancos sob controle estatal.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Previdência


O governo dá alguns sinais do rompimento da inércia verificada até o momento e demonstra que, quando o governo deseja, as reformas tão necessárias ao desenvolvimento do país passam no congresso com surpreendente facilidade. Refiro-me à recém aprovada reforma da previdência do funcionalismo público, que diminuirá as distorções atuais de um  sistema que permite que poucos beneficiários (servidores) sejam responsáveis por déficit superior àquele encontrado no regime geral, onde se incluem todos os outros trabalhadores brasileiros. A nova forma de contribuição praticamente iguala o servidor público ao trabalhador comum, como não poderia deixar de ser. Por que a sociedade deve subsidiar, como o faz atualmente via orçamento, benefícios generosos para um determinado grupo? Não devemos esquecer que servidores públicos já possuem outros benefícios questionáveis, como estabilidade e salários relativamente altos (em alguns casos). Celebremos então a reforma. No entanto, ainda há muito pela frente. Pena que o governo não utilize todo este poder em seu primeiro mandato para aprovar tantas outras reformas importantes para o país já citadas anteriormente no Blog. Enquanto isso, devemos nos iludir com a enganosa estatística do PIB brasileiro, que faz muitos acreditarem que o Brasil é mais rico que o Reino Unido.